quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Há sempre um amanhã. Há?

O tempo, abismo cósmico, seta irreversível, relógio quotidiano, tantas vezes desacertado, que consome quando falta, que derrota na demora do nosso amor.


Tempo que é dado aos filhos para crescerem, tempo que diminui com a velhice, tempo redondo das estações renovadas, tempo inútil de tantas esperas. Amanhã é promessa e fuga, amanhã, mais tarde, depois, nunca. Nunca amanhã.
Nas guitarras atmosféricas de Durutti Column, cada nota com o tempo certo em planos sobrepostos, que suspendem o nosso tempo num tempo mágico, num sonho intemporal.
Vini Reilly will you play tomorrow?


João Lourenço


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